[ pré-venda promocional até 15 de setembro; lançamento previsto para 30 set. 2026 ]
Em A máquina cultural, Beatriz Sarlo reúne três histórias para refletir sobre a formação da cultura argentina, a identidade nacional e as tensões entre arte, política e instituições culturais.
"A máquina cultural traz três histórias contadas pela intelectual argentina Beatriz Sarlo. A primeira é de Rosa del Río, filha de um alfaiate, nascida no final do século XIX e que teve na instrução pública a alavanca da ascensão social. A segunda é de Victoria Ocampo, que dedicou a vida às artes e às letras e desafiou os padrões conservadores da oligarquia de suas origens. A terceira é de jovens cineastas que, nos anos 1970, enredaram-se nas contradições entre vanguarda, estética e política. A unir as três narrativas estão as máquinas culturais que nos formam ou deformam — a sala de aula, a tradução, a revista literária, o curta-metragem — e que, com rigor e perspicácia, a irrequieta Beatriz Sarlo desmonta, esmiuçando as engrenagens da cultura contemporânea, das histórias pessoais, dos sonhos e das rupturas."
– Rosa Freire d'Aguiar
Este livro é uma oportunidade para o leitor brasileiro compreender, a partir do caso argentino, os mecanismos da máquina cultural que produz identidades e discursos na América Latina. As figuras retratadas nessas três histórias têm perspectivas diferentes ao se relacionarem com a sociedade e com essa máquina. Suas especificidades se refletem na forma e no ritmo do próprio texto de Beatriz Sarlo, o que impõe um desafio singular à tradutora.
Temos o luxo de contar com a tradução de Karina Castilhos Lucena, pesquisadora e profunda conhecedora do trabalho de Sarlo, capaz de recriar em português a estratégia original da intelectual argentina de incorporar ao texto, bem como às notas e citações, estilos e vozes das próprias protagonistas das histórias. Sem a contribuição de Karina, que também foi a responsável por nos apresentar esta obra de Sarlo, este livro não existiria no catálogo da Coragem. Essa edição conta ainda com um ensaio precioso de Júlio Pimentel Pinto no posfácio e com um índice onomástico que auxilia a pesquisa.
SOBRE A AUTORA
Beatriz Sarlo (Buenos Aires, 1942–2024) foi ensaísta, crítica literária, professora e coidealizadora da revista Punto de Vista. Escreveu sobre cultura, literatura e política argentina em mais de trinta livros, como Modernidade periférica: Buenos Aires 1920 e 1930, Jorge Luis Borges: um escritor na periferia e Cenas da vida pós-moderna: intelectuais, arte e videocultura na Argentina. Foi uma intelectual das mais críticas e respeitadas de seu país.
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Tradução de Karina Castilhos Lucena
Posfácio de Júlio Pimentel Pinto
Capa de Cíntia Belloc
A máquina cultural
ISBN
978-65-85243-82-7
Tamanho
256 p.
Idioma
Português.
Formato
140x210mm.
Encadernação
Brochura.

