Meses após o início do isolamento social em uma Porto Alegre tomada pela pandemia de coronavírus, Lúpino sente saudades de sua avó. Descontente com a suspensão da vida como conhecia e porque não consegue respostas objetivas dos adultos sobre quando-tudo-isso-vai-passar, o guri está descobrindo como lidar com a frustração e acontecimentos inesperados.
Em Pássaros de cidade, Julia Dantas fala sobre curiosidade infantil, amizade intergeracional, família e paternidade, entrelaçando a história de uma criança de sete anos e a de um homem de cinquenta e cinco. Discussões atuais, ligadas à raça e classe, aparecem como pano de fundo da história e iniciam conflitos e reflexões nos personagens.
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SOBRE A AUTORA
Julia Dantas nasceu em Porto Alegre em 1985, onde escreve, traduz e dá aulas. Doutora em Escrita Criativa, é autora de A mulher de dois esqueletos (Dublinense, 2024), semifinalista do prêmio Oceanos, de Ela se chama Rodolfo (DBA, 2022), vencedor nas categorias romance do Prêmio Livro do Ano da AGEs e do prêmio da Academia Rio-Grandense de Letras, e de Ruína y leveza (Dublinense, 2015), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Pássaros de cidade nasceu como folhetim durante a pandemia e tornou-se novela após a enchente de 2024; ainda assim, tenta cantar na madrugada.
Projeto editorial e diagramação: Thomás Daniel Vieira.
Coordenação geral da coleção: Luís Augusto Fischer.Preparação e revisão de texto: Samla Borges.
Capa: Cintia Belloc.
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Eu sei, é lugar-comum dizer que nenhuma experiência é particular, mas algumas realmente não o são. Como uma pandemia. Seja sob a pele de uma criança, um trabalhador, uma idosa — diferentes os contextos, muito parecido o que se sente.
Como alguém que viveu a pandemia em Porto Alegre, é fácil me enxergar na geografia aqui descrita. Também é fácil me identificar com o desconhecimento, o medo, a saudade. Como um pilar, essa tríade, presente em todas as personagens desta narrativa, também esteve, em outros tempos, todo dia em nós.
Entre os motivos por que gosto tanto do que escreve Julia Dantas é justamente essa possibilidade de identificação com as mais diversas personagens. Homens, mulheres, crianças, idosos, até mesmo uma tartaruga (!); tudo, nas mãos dela, consegue ser particular e universal. Consegue mobilizar.
São poucos os trabalhos que tenho acompanhado com afinco, mas o da Julia é uma exceção que me dá muito gosto. Se ela assinou, eu já tomo como imperdível e vou atrás. Nunca me arrependo.
Samla Borges.
Pássaros de cidade
Idioma
Português.
Formato
125x180mm.
Tamanho
112 p.
ISBN
978-65-85243-66-7
Encadernação
Brochura.

