[ este livro está em pré-venda e será entregue somente no mês de novembro de 2026! ]
São cinco séculos de conflitos em defesa de um território e pela dignidade de determinar o próprio destino. Muitos brasileiros talvez não saibam que no sul do nosso continente existe um povo que foi capaz de resistir por trezentos anos à invasão do colonizador europeu, mantendo sua cultura, estrutura social e uma fronteira reconhecida pela Coroa espanhola até o século XIX, no episódio da cinicamente denominada “Pacificação da Araucanía”, uma versão chilena da infame Campanha do Deserto levada à cabo na Argentina.
Entretanto, a realidade nunca mais foi pacífica para o povo mapuche. A ocupação do território ao sul do rio Biobío pelo Estado chileno desencadeou uma sistemática violência estatal, repressão policial e ações de mercenários em conluio com empresas florestais. Entre elas está o grupo Matte, controlador da CMPC, empresa de celulose que tem operação aqui no Brasil, no Rio Grande do Sul.
Os assassinatos de Matías Catrileo, em 2008, e de Camilo Catrillanca, em 2018, pelos Carabineros, são exemplos de que a violência permanece. Os processos judiciais desencadeados foram marcados por tentativas de encobrimento e manipulação.
Fomos até Wallmapu em busca de historiadores e intelectuais mapuche que pudessem contar essa história, eles próprios, aos leitores brasileiros. Chegamos a esses textos, publicados originalmente no jornal chileno Le Monde Diplomatique e, posteriormente, em livro pela editora Aún creemos en los sueños, em 2016. Essa é uma contribuição para aproximar leitores brasileiros do povo mapuche e ampliar a compreensão sobre a história de luta anticolonial latino-americana.
Os editores.
OS AUTORES
Fernando Pairican, José Huenchunao, Héctor Latitude, Karen Wenvl, Eugenia Calquin, Luis Nitrihual e Maximiliano Salinas.
Posfácio com ensaios de Ana Lúcia Liberato Tettamanzy e Mônica Chissini.
Povo mapuche e autodeterminação
ISBN
978-65-85243-77-3
Idioma
Português.
Formato
125x180mm.
Encadernação
Brochura.
Tamanho
160 p.

